Nunca as tinha sentido voar na minha barriga, essas que têm brilho nas asas, rosas na boca e sonhos nas patas. Para elas não existe céu, não há um limite e, por agora, as suas asas batem incondicionalmente. Se um dia cessarem, juro correr até ao fim do mundo para recuperar e ressuscitar a sua pura beleza, o seu sorriso colorido e irei mergulhar de novo nesta casa que as pedras do rio construíram e onde a energia, a saudade e a consciente inconsciência duram. Agora, espalho a minha confiança sobre as folhas que nunca deitadas irão ficar, que corrompem todas as leis da natureza e se erguem por si mesmas até um labirinto ser formado dentro de mim. Esta borboleta não é rigorosa, é livre, louca e irracional, porque é disso que ele se trata.
«As chamas trinco, no gelo ardido, são formas muitas de te amar.»

9 comentários:

  1. São formas muitas de te amar :]

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  2. A tua forma de escrever mantêm-se. Tu escreves o que sentes, isso é o principal. O resto está na poesia do texto, e isso, como sabes, tu também tens. Brilhante, como sempre foi. *

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  3. Não sei como nem porquê, tenho umas certas saudades de as sentir também dessa maneira. fico feliz que as sintas ^^'

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  4. Existem momentos... Que não deviam ser guardados cá dentro. Deviam ser vividos, mas nunca serem sentidos depois disso.

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  5. A tua ausência é compensada pelos teus brilhantes excertos.

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  6. confiar em nos mesmos leva-nos acreditar que talvez possamos mudar o mundo! :)

    Parabens pelo blog

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  7. Borboletas na barriga, por vezes sabe tao bem senti las :D

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