expectativas desmoronadas e dilaceradas por olhos que não chegaram a abrir, corações que se fecharam a si mesmos, que negaram todas as palavras do Mundo, por acharem que só e para sempre pertenciam a um e a uma. mostrando que vão aguentar, que conseguem chegar ao fundo do túnel, caem. as forças são mortas pelo sentimento peculiar que acarreta um conjunto de acções manifestadas inconscientemente. todos os sons provenientes dessa sensação de mau-estar, de fraqueza e choro se multiplicam até chegarem ao seu próprio auge e serem obrigadas a mostrar-se ao mundo, a abrir a porta escura que as escondia, a derreter qualquer chão que as apoiasse e, finalmente, a aprenderem a aceitar dois lados. o coração é obrigado a criar prateleiras dentro de si, a construir compartimentos bem delimitados, obrigação essa que esmaga sentimentos e queima recordações.

9 comentários:

  1. Não sei se é do Verão ou qualquer coisa que anda pelo ar, mas essa sensação de derreter qualquer chão que se apoia anda por aí e bem a sinto. È pena por vezes ter de errar muito e enervar-me muito com isso para depois também ver novamente os 2 lados, e daí os remorsos.

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  2. Por vezes temos de saber quais os limites da utopia que criámos. *

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  3. seja quais forem os limites, espero que não criem mais mau estar *

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  4. Adorei o texto . Cheio de emoção e, atrevo-me a dizer de angústia ?
    Vou seguir .

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  5. Enviei-te um selo, vai ver ao meu blog

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  6. aprende-se a aceitar dois lados com o tempo e com força de vontade. Aprende-se a respeitá-los também. Agora, não podemos é pedir ao coração que crie essas tais prateleiras esmagadoras que só nos ocuparão espaço em vão porque, no final, não sentimos felicidade, pois não?
    Já tinha saudades de te ler, confesso que já por cá não passava há muito tempo. Maria, vou bloquear o meu blog (desta é de vez), envias-me o mail da tua conta para eu adicionar? Assim, se quiseres, continuas a ter acesso. Um beijinho *

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